A internet. Uma ferramenta tão bem vinda para o século XXI chegou, de certa forma, de repente e encantou os adultos e jovens. Para as crianças não é nada mais que mais um produto de descoberta natural como tantos outros, para os idosos, algo muito diferente e complexo e para alguns incompreensíveis.
Este novo veículo virtual traz uma nova postura de relação na sociedade sob diversos aspectos, principalmente na comunicação e prestação de serviços. A Internet hoje é sobretudo um ambiente que oferece serviços onde observamos como resultado disso a transferência de responsabilidades que antes advinha de outros meios não virtuais.
Diversas e nítidas são estas transferências de serviços, que nestes últimos anos podemos verificar os usuário das wwws gozarem da praticidade e do conforto como por exemplo, evitar o deslocamento espacial para a resoluções de tarefas sejam solicitações e pedidos de competência das instituições públicas, consultas de textos e outros veículos de cunho acadêmico, compras online de qualquer coisa, operações bancárias diversas, envio de cartas e documentos através dos e-mails, inscrições em cursos ou agendamento de consultas, reuniões à distância, desfrutar de um lazer, seja, áudio, vídeo ou fotográfico, conhecer pessoas, fazer amizades e até casar.
Um universo muito bom, eficaz e natural no processo tecnológico da nossa época. Mas, por outro lado, carrega problemas e desdobramentos de magnitude global, sérios e complexos.
A nova ferramenta traz naturalmente aquela camada da sociedade que sempre se encontra excluída. O mais novo tipo de analfabetismo, o digital, é consequência inevitável do processo desgovernado que se incide à classe menos privilegiada da sociedade financeiramente falando. A segregação intelectual presente no meio digital é também mais um objeto de luxo disponível apenas para que tem a possibilidade de possuir capital para a compra dos recursos que deveriam ser considerados direitos de todos os cidadãos. Vejamos a não inclusão em diversos outros canais sociais como a educação (da pré escolar até o superior), a leitura e a escrita, os serviços de saúde, habitação, saneamento, transporte, cultura, segurança, planejamento familiar, etc...
Acredito que o alicerce de toda estrutura é responsável pela falta de perspectivas e sucesso da inclusão digital. Antes de incluirmos digitalmente as pessoas, elas precisam estudar melhor e se apropriarem de estímulos que o Estado ofereça, precisam possuir uma qualidade de vida mais digna e humana, com boa infra-estrutura de saneamento e habitação, boa alimentação e saúde, perspectivas de vida e planejamento familiar.
O Problema da Inclusão digital não é isolado, porque se fosse a inclusão digital seria um desafio para os dinamarqueses também, coisa que não é verídica. A inclusão digital é conseqüência e responde de forma diretamente proporcional à qualidade e desempenho do desenvolvimento humano, político e social de cada país.
É claro que poderíamos analisar o caso da inclusão digital com um foco central ao tema. Alguns problemas conseguiríamos resolver como por exemplo a difusão e ampliação de espaços físicos como os telecentros fomentados pelas políticas públicas, juntamente com cursos de letramento digital nos próprios telecentros; programas de incentivos e isenção de impostos consequentemente barateando os equipamentos de informática; a melhoria nos serviços de banda larga bem como a abertura de competitividade para mais empresas fornecedoras de rede de internet, nas esferas municipal,esatdual e federal.
No que diz respeito à navegação e educação virtual, é importante levar em consideração o bom uso da internet e pensar como estratégia de educação e evolução intelectual.
Considerando que este momento da história da humanidade carrega consigo uma globalização e o acesso às informações é de maneira praticamente instantânea, podemos, para que sejamos otimistas, visualizar que uma das soluções para o enriquecimento dos países é se investir na educação. Países como a Coréia do Sul e o Japão, puseram à prova este processo e hoje podem mostrar uma oferta de eficiência na engrenagem dos seus países, e uma qualidade de vida do seu povo muito melhor e digna. Quem sabe a inclusão digital não possa ser a porta de entrada e fazer um caminho ao contrário para a melhoria dos direitos sociais aos países que necessitam e tão sofregamente sobrevive as tantas injustiças e ineficiências públicas-políticas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário